Saturday, August 15, 2009

Day 1 (Visão de Lila)

Day 1
(Visão de Lila)

Quando estávamos chegando da viagem, eu pensei comigo mesma:
"Eu não vou olhá-la, vou ignorar, fingir que ela não existe, assim, talvez eu possa mudar isso."
Ok, eu não iria mudar esse sentimento, mas o fato de ignorá-la funcionou.
Emily ficou me olhando, e eu fiz um enorme esforço para não olhá-la.
E consegui!
Eu fiquei olhando a paisagem, era lindo.
Mas na verdade eu não tava dando a mínima atenção pra aquilo tudo.
Eu só pensava: "Não olha! Não olha!"
Eu não sei, mas a verdade é que a amo.
E sei que ela sente o mesmo, mas não consigo admitir, não tenho coragem, talvez.
Aqueles olhos voltados pra mim, é como uma arma, mas na verdade não me mata por inteiro, mas sim, me deixa um pouco feliz.
Lembro que no meio da viagem, ela dormiu, e acabou deitando em mim.
Me deu uma vontade enorme de abraçá-la, mas tudo que fiz foi apenas deixar ela dormir em meus braços.
Quando ninguém olhava, eu passava a mão nos cabelos dela, e quando o vento os jogava contra seu rosto, eu os tirava, e acariciava sua pele.
Depois de chegarmos, e depois de todo esse fato de ignorá-la, era hora de escolhermos nossos quartos.
Eu escolhi ficar com ela, dormir no mesmo quarto que ela.
Eu amo vê-la dormir, e ela estando por perto era a única coisa que me fazia sentir segura.
David, meu amigo, é apaixonado por ela, ele ficou com um quarto, mas sozinho.
Eu não suportaria que ele ficasse no mesmo quarto que ela.
Só de imaginar me dá raiva.
Eu acho o David legal, mas o fato é que a amo.
Talvez eu seja egoísta, ou não.

Então, depois de escolhermos os nossos quartos, eu e meus amigos Matt, Anna, e David, foram fazer uma roda na fogueira, bom, uma quase roda, mas enfim, ficaram alí.
Peter e Nicole ficaram mais distantes, conversando.
E eu, fui sentar num banco que havia por alí.
Fui pensar em maneiras de como ignorar, em como agir, em como seria se eu estivesse junto com ela.
Seria maravilhoso, mas não sei se isso vale à pena, eu não sei.
E não quero que ela saiba tão cedo que eu a amo, que meu coração bate mais forte por ela, ah!
Então, olhando as estrelas, desconcentrei-me um pouco de meus pensamentos e resolví pensar em nada.
E derrepente, ela aparece.
Ela ficou me olhando, eu acho.
Não sei pois nem quis olhá-la.
Segundos depois, quando menos esperei, ela colocou a mão dela na minha.
Eu gelei, meu coração acelerou, mas foi um choque que em segundos voltei ao normal, vamos dizer, e afastei, rápidamente, a minha mão.
Ela tocou de novo, e o pior é que eu queria isso, mas afastei de novo.
E ela de novo, tocou.
Dessa vez eu saí dalí, e fui em direção a casa, e me tranquei no quarto.
É como se eu precisasse e não precisasse dela.
Ela veio em direção à mim e bateu na porta, pedindo pra abrir...
Oh, aquela voz tão encantadora!
Até que eu ví que ela parou de bater, então fui até a porta, ouvir a respiração dela.
E consegui, então ela falou pra abrir, gentilmente, aquilo foi fatal, eu acabei abrindo.
Fui deitar rápidamente, agindo como quem não se importasse.
E então eu ví que ela sorriu, me senti uma boba. Mas fingi estar dormindo, aliás nem sei porque fiz isso, se eu tinha aberto a porta. Oh, como sou estúpida!
Então, ela começou a tirar a roupa, e ficar apenas de roupas íntimas.
Meu coração parecia fogos de artíficio, quase não me controlei, aquilo me apavorou.
Então, ela ficou dormindo, e eu perdi o sono, fiquei vendo ela dormir, até que não estava triste por ter perdido o sono, a presença dela era tudo que eu precisava, ou parecia precisar.

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